SOB O CÉU NORDESTINO

um álbum do Quinteto da Paraíba e Túlio Borges

Proposta de patrocínio para a gravação e prensagem de 3000 CDs

 

O Brasil é um país marcado pela diversidade cultural, cada uma de suas regiões concentrando uma cultura própria. Nacionalmente, existe um apreço pela cultura nordestina, mas há também, devido a questões históricas, um processo de simplificação e até desvalorização de suas manifestações. Esta proposta tem a intenção de reproduzir valores, promover e criar identificação do público com cultura a nordestina.

O Quinteto da Paraíba, um dos mais renomados grupos de música de câmara do Brasil, convida Túlio Borges para fazer uma homenagem à música e à poesia popular do nordeste. O título Sob o Céu Nordestino é homônimo ao filme do paraibano Walfredo Rodriguez, que, na década de 1920, tinha preocupação em desfazer a imagem negativa que o sul do Brasil tinha da região. Esta é uma obra que ressalta a cultura, os costumes e os aspectos geográficos destes estados que, culturalmente, são um dos maiores patrimônios do país.

Em contrapartida à viabilização da gravação e prensagem de 3000 cópias do álbum, onde o patrocinador receberá 2500 (ou a combinar) unidades para distribuição a clientes, funcionários e fornecedores, além de inserção da logomarca no material gráfico. Outras contrapartidas podem ser propostas. Os CDs estarão prontos para entrega para o dia 8 de outubro, Dia do Nordestino.

O CD se compõe de 10 músicas  de Túlio Borges, com arranjos do Quinteto da Paraíba, sobre as letras de poetas nordestinos, como Jessier Quirino (Campina Grande, PB), José Chagas (Piancó, PB), Climério Ferreira (Angical, PI) e João Batista de Siqueira (São José do Egito, PE). 
 

 

Valor Total                             Período de Realização                   Contato                 

R$ 57.000                                                         De abril/2018 a setembro/2018                                    (61) 99154.5410
3000 unidades de CD tipo digipack                                                                                                        
producao@tulioborges.com     


 

PLANILHA ORÇAMENTÁRIA

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Sobre o Quinteto da Paraíba

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O Quinteto da Paraíba, grupo criado e residente há quase três décadas no Departamento de Música do CCTA/UFPB, é hoje um dos mais renomados grupos de música de câmara do Brasil. Com 5 CDs gravados individualmente, tem discos em parceria com diversos intérpretes e compositores, como Xangai, Chico César, Lenine, Sivuca, além de trilhas sonoras de filmes (Central do Brasil, Gonzaga, De Pai pra Filho, Por 30 Dinheiros, entre outros). 

Em 2007, o Quinteto se apresentou junto do cantor e compositor Chico César na abertura dos Jogos Pan-Americanos. O Quinteto da Paraíba já se apresentou na América do Sul e Europa. A faixa “Martelo Bigorna”, trilha da novela “O Caminho das Índias”, da Rede Globo, com arranjo de Xisto Medeiros e interpretada pelo Quinteto, ganhou o Grammy Latino de 2009.

Link para ouvir: Spotify | Site oficial

 

 

Sobre túlio borges

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Cantor, compositor e produtor musical com 3 álbuns lançados. Criador de poesia calorosa e melodias inesperadas, Túlio Borges é presença constante em lista de melhores lançamentos da música brasileira. Pesquisador da poesia dos vates do repente nordestino, o artista cria canções que criam cumplicidade e imersão no universo apaixonante da canção brasileira com sotaque do nordeste.

Natural de Brasília, Túlio é cantor e compositor prolífico que coleciona elogios da crítica especializada, como Tárik de Souza e Zuza Homem de Mello, além do prêmio de melhor cantor independente pela Rádio Cultura de São Paulo e a nominação de um dos 50 melhores discos do ano pela Revista Manuscrita.

Seus dois últimos álbuns, Batente de Pau de Casarão (2015) e Cutuca meu peito incutucável (2017) são homenagens ao sertão nordestino e à cidade pernambucana de São José do Egito, conhecida com capital da poesia.

Link para ouvir: Youtube | Spotify | Site oficial


 

REPERTÓRIO

PÁSSAROS NO CORAÇÃO
(Túlio Borges / Climério Ferreira)

Eu sonhei com Lampião,
Maria Bonita e Corisco
Cavalo baio e arisco
Cangaço, faca e facão

Sonhei amor de morena
Sorriso e cheiro de flor
Incenso, luz e novena
Feira, forró e amor

Sonhei que tava acordado
No meio da confusão
E um passarinho danado
Pousava em meu coração

Eu sonhei felicidade
Sonhei carinho e alegria
Sonhei que na minha idade
Nunca mais eu sonharia


LAVRADORES
(Túlio Borges / Jessier Quirino)

Senhores caminhoneiros
Rodai por nós
Kombeiros, taxistas, carroceiros
Rodai por nós
Ônibus e trens estradeiros
Rodai por nós

Cocão do carro de boi
Cantai e rodai por nós, lavradores
Sem bora e vambora
Que a hora é o bem cedo do agora
Amém
 

TESTEMUNHA                          
(Túlio Borges / José Chagas)

Eu vi as raízes
Das árvores mortas
E cães infelizes
Nas fechadas portas
Eu vi a tristeza
Do tempo sem tarde
E a vontade acesa
Do que já não arde

Eu vi a cabana
Onde o vento gemia
Sua quase humana
E cruel agonia
E vi o serviço
Dos deuses cruéis
E o que depois disso
Sangrou nossos pés

Vi o caminho
Que conduz até
Onde quem sozinho
Cansa sua fé
E mais não vi eu
Que afinal em mim
Tudo anoiteceu
Antes do fim


LADRÃO
(Túlio Borges / Aloísio Brandão)

Quem é que se esconde
Debaixo da tatuagem
Com medo de que eu veja
A sua filha-da-putagem

Quem roubou desta cidade
O sumo da delicadeza?
Que ladrão lhe extraiu
Sua brejeira franqueza

E fez a velha cidade
Berrar, do seu casario,
Esta dor que ela sente
De ser cheia de vazio

Num beco apertado
Ela não se amofina.
Cidade de cabra-macho
E de tanta roseira-menina

E se a tarde for romã
Sobre a Praça da Matriz
Ela vai se ocupar
Do dever de ser feliz


VILA DA REGENERAÇÃO
(Túlio Borges / Climério Ferreira)

Fica no fim da tarde
Essa cidade encantada
Que queima, que fere e arde
No fundo do coração
Ela é saudade crua
Realidade sonhada
Que lentamente invade
As notas desta canção

Eu canto a vila
Com sua história e seu povo
Com tudo que há de novo
Pousado na tradição
Eu canto a vila
Canto a rua e a igreja
Numa canção sertaneja
Num solo de violão

E quando chove em cheio
Em noite de São Gonçalo
Sobe um orvalho ralo
Das rachaduras do chão
E quando chove encharca
Um frio nunca esperado
De cruviana, gelado
Vem das frestas e do oitão

E se falta luz
Brota um céu estrelado
Estrela pra todo lado
Piscando na escuridão
E se volta a luz
Volta com ela meu sonho
De nunca viver tristonho
Lá em Regeneração

CASA DA VILA
(Túlio Borges / Climério Ferreira)

Uma casa nordestina
Pintada de azul e branco
Dois quartos e um quartinha
Uma casa pequenina

Na entrada lírio branco
Uma saleta quentinha
Pé direito no oitão
Pra arejar meu coração

Uma casinha da vila
Que vai dar lá no riacho
Fica bemno fim da rua
Onde o meu sonho encaixo
E é bonita pra diacho

A casa que é minha e tua
Na rua que é quase nada
Uma casinha encantada
 

DESTINOS DE UM VIAJANTE
(Túlio Borges / Climério Ferreira)

Quando faço aquela curva
Já chegando a Mossoró
Eu sei que não vou só

Quando faço aquela curva
No rumo de Quixadá
A caminho de Jacaúna
Onde quero ver o mar
Eu sei que vou querer te amar

Quando faço aquela curva
Que nos leva pra Corrente
Sempre fico contente

Quando faço aquela curva
Onde finda Juazeiro
Cruzo a ponte Petrolina
Mais adiante Salgueiro
Me sinto brasileiro

Quando sigo aquela reta
No sertão de Pernambuco
Vejo como sou feliz
Penso que não sou maluco
Cortando o Brasil afora
Indo do sul pro norte
Eu sei que tenho sorte

Quando faço aquela curva
E vejo o canion do Xingó
Aí fica melhor

Quando faço aquela curva
Já passando de Sumé
No rasto da poesia
Que vai dar em São José
Ainda tenho fé

Quando faço aquela curva
Na Volta do Moxotó
Eu já não tenho medo

Quando faço aquela curva
Mas a curva é pra voltar
Na estrada só saudade
De tudo que vivi lá
Eu queria ficar


PORQUE SABINO MORREU
(Túlio Borges / João Batista de Siqueira [Cancão])

Sabino foi atacado de um mau horrendo e tirano
E o pobre do Caetano nunca saiu de seu lado
Depois, vendo-o liquidado olhou, cheirou e lambeu
Foi quem mais sentido deu do mundo dos animais
Nem comeu nem brincou mais porque Sabino Morreu

Finalizou-se Sabino que me queria e amava
Sempre me acariciava quando eu lhe chamava Bino
Com a morte do menino Caetano se comoveu
Num instante emagreceu, só quer viver cochilando
Ou no terreno miando porque Sabino morreu

Viviam pela calçada, um saltava o outro corria
Caetano se escondia para brincar de emboscada
Hoje, coitado, sem nada, lembra o irmão que perdeu
Parece que adoeceu ou que também não existe
Passa o dia todinho triste porque Sabino morreu

Me assaltava no caminho, saía em toda carreira
Voltava na brincadeira pra me encontrar com carinho
Coitado do meu bichinho, tão pouco tempo viveu
Hoje no aposento meu figura um jazigo aberto
Triste, sombrio e deserto porque Sabino morreu

Resolvi-me a cavar pra ele a sepultura
Mas como o mundo censura, não pude lhe sepultar
Veio um faminto do ar, baixou, pousou e comeu
Não há mais vestígio seu, nem mesmo por despedida
Devo sentir toda a vida porque Sabino morreu


RIO SEM LEITO
(Túlio Borges / Climério Ferreira)

Dando por findos os princípios
Chego em mim pelas margens
Entre promessas e vícios
Entre paixões e viagens

Eu me encontro perdido
No meio de tanto achado
Entre feliz e ferido
Entre querido e odiado

Eis-me de mim tão distante
Perto da pessoa amada
Entre opaco e brilhante
Entre o que é tudo e é nada

Dando por fim minha crença
Não acredito em ninguém
Nada há que me convença
Que tem bondade no bem

Eu me busco e não me encontro
Nesta esquina escondida
Do mais pacífico confronto
Da guerra chamada vida

Eis que o amor me visita
Sem nunca ter dado aviso
Como quem mora e habita
O lindo olhar de um sorriso


Sob O Céu Nordestino

Do diretor Walfredo Rodriguez (1893 - 1973), documentário de longa metragem é considerado um marco da cinematografia paraibana.