Mestre Azulão

Comment

Mestre Azulão

esse senhorzinho amável/ que eu ainda não conhecia/ pena conhecer tão tarde/ só no seu último dia / podendo eu o vejo no céu/ pra ouvir sua cantoria

pro mestre azulão, fundador da feira de são cristóvão, pólo da cultura nordestina no rio de janeiro

Comment

Comment

Simbora, rio

SHOWS RJ

20/abril Bar Semente

21/abril Eco Som Studios

22/4 Casa Porto

Publicado por Tulio Borges em Segunda, 11 de abril de 2016

taí, rio de janeiro, igual e que nem casqueiro de algaroba estalando no fogão de lenha. semana que vem tem! é de seios pulados, de poesia e de música que eu falo. semana que vem no rio! acunha :)

20/abril Bar Semente
21/abril Eco Som Studios
22/4 Casa Porto

Comment

A VELHO CHICO E O POVO DO SERTÃO

Comment

A VELHO CHICO E O POVO DO SERTÃO

Ainda não assisti a um capítulo dessa novela "Velho Chico", mas ouço dos amigos só elogios. Como eu esperava, sabia que o povo do sertão não ia aliviar... rs

Hoje li Zelito Nunes dizer que não vê nada ali e Maurício Valença dizer: "Criei-me nas caatingas sertanejas, nos tórrido campos do moxotó bravio e inóspito, peguei muito boi no mato e convivi com a elite da vaqueirama daquela época, dos cariris velhos, pajeú, moxotó e riacho do navio mas, não lembro de nenhum vaqueiro chamando painho e mainha e com lenço amarrado na cabeça. Se querem retratar o sertão de então que pesquisem melhor para não escreverem tanta besteira".

Comment

o canto do retiro, de climério ferreira

Comment

o canto do retiro, de climério ferreira

Em homenagem ao aniversário do meu parceiro Climério Ferreira, digitei palavra-a-palavra todo o seu Canto do Retiro, meu livro favorito. Salvo engano, só foram impressas 500 cópias e a edição é esgotada. É das coisas mais bonitas que Climério escreveu. E aqui está, para a alegria de todos. Vida longa ao parceirinho a à sua obra! 

Tenho muita alegria em poder dividir com ele tantas canções. E que venha o nosso disco de parcerias :)

 

CANTO DO RETIRO
 

AVISO
isto é um livro
palavra: livro
que quando aberto
faz nascer outras palavras
 
que além de livro
esconde novas palavras
da tessitura livro
na sílaba nevrálgica
de sua própria pronúncia
 
palavra: livre
que ganha vida quando sai da boca
quente como hálito verbo
no infinito
ser
 
a palavra livra do livro
o próprio limbo
e de suas letras
ganha a rua além da página
 
a vida
é mais importante
que os conceitos
 
aos que por acaso
tiverem às mãos estas cantigas:
não queiram (por favor)
nelas encontrar qualquer poesia
tal e qual é definida
na academia
 
então
por que publicar estes brinquedos?
para desmoralizar a idéia de livro
e para encantar os bêbados.
 
 
CANTO DO RETIRO
Na época em que vivi
Tinha aventura na tela
 
Cinema mudo
Mito
Moda
 
(vivia um ato misterioso de silêncio
Fruta podre no fel da boca
Mastigada em censurada pronúncia)
 
Invenção do metrô
Carnaval de pancadas
Face da morte
Morte da face fotografada
 
 
Na época em que vivi
Tinha TV
Portanto ninguém viveu
 
Todos olhavam a vida
Sentados no sofá-cama
Sugando as primeiras horas da manhã
Da garganta do galo assado
 
E os trapos alucinados dançavam
Violento xaxado no salão
Destroçando os canais
 
 
Mas não houve milagre
Os santos estavam ocupados
Na própria salvação
E as igrejas fechadas pra balanços
E embalos da música pop
 
Na época em que vivi
O lugar estava longe dos habitantes
 
 
Recoloque a existência nos trilhos
Nos brilhos
E nas janelas do trem
Outra paisagem sendo a que já fora
Burra
Louca
Irresponsável
Como nós
 
 
A antena captava guerra distante
Mãe Ana (a parteira) fazia novo parto
Em meio ao sangue
E os surrões
Sujos
 
E os olhos do menino brilhavam
E os olhos do menino queimavam
E os olhos do menino ferviam
E os olhos do menino feriam
De espanto
De espanto
De espanto
 
A antena captava guerra distante
Mãe Ana (a parteira) fazia novo parto
 
E os olhos do menino
Cegavam
De mundo
Meus olhos
 
(e o menino era eu)
 
 
A lâmina corta raios de sol
A faca no bucho tirando fora o passado
A limpo do presente finado Jó
 
Lá nu ao longe
No longe do onde
Finado já segurava as tripas
Morrendo de amor vingado
 
Os olhos do menino
Acariciavam as cores do mundo
 
 
Pois da vida ninguém escapa
Nem labigó nem macaxeira
Nem amor nem homem nem bicho paca
 
Uma coisa é certa
Não sou poeta
  
Dou por mim imaginando
Um trem sob o chão
Indo de angical a Teresina
Numa velocidade doida
Doída, amarga
Bem próxima da felicidade
 
E não há trilhos
Entre angical e Teresina
Nem nunca houve
Houve o que há:
(um velho baião de Jackson do pandeiro
Entre as palmas fabris do Babaçu)
 
Hoje as casas não sabem de nada
Mas elas foram surgindo aos poucos
Pontilhando de vizinhança
As duas margens da rua da areia
 
Da rua da areia
Em cujo leito lentas caminhadas
Desembocavam inevitavelmente nas bicas
E ali as pessoas limpavam os corpos
 
Hoje as casas não sabem de nada
Nem do aconchego noturno de seus donos
Nem do choro faminto dos herdeiros
 
A rua apenas impede
Que as casas caiam no vazio
De uma absurda e louca
Demarcação
 
Hoje a rua sabe
Que morre na ladeira
E a ladeira sabe
Que morre na serra
 
 
Agora só lembro mãos de até logo
Ou de adeus para sempre
Do vento na cara
Vindo lá do nascimento da estrada
 
Tuas vestes rasuradas
Cor de miséria encardida
Tua imagem sumida
Soprada pelo vento da partida
Só lembro agora das palmas tremendo
Balé vegetal da paisagem amarela
 
Era mergulho do sol
No dia quase morrendo
Que a cada instante
Se paroximava do longe
Agora lembro meus olhos
Presos às curvas da estrada
Olhando novas paisagens
 
 
Meu tio tinha um caminhão
Meu tio tinha um caminhão
Meu tio tinha um caminhão
E o destino na mão
 
 
Às costas a serra oca
Gemendo ao pulo das crianças
Anunciando sua fome de legumes
Que matassem sua aridez
 
O segredo do grito
Escapa por si só
Sem ser preciso ou necessário
Qualquer esforço ou desejo
De gritar
 
Que a volta antes não imaginada
Já começava a nascer
No instante mesmo da partida
 
Agora
Só lembro mesmo de verdade
Das mãos de até logo ou de adeus
Para sempre
 
 
Ah, cemitério inteiro dos anos
Do tempo posto em preguiça
Como a história que enguiça
Sem feitos historiados
Sendo vereda varada
Dos vultos não sepultados
Que se assassinam mil vezes
Numa arenga de amor
Familiar
Acumulado no túmulo onde mora
Este mistério
Esse sonho ambulante
Que nunca ouso sonhar
Sob as vistas do dia
 
 

Tiro
 
Retiro
(tortuosamente casas)
 
Parque adulto de passeios
De noturnas paisagens
Das visagens
Do aconchego das almas
Penadas
 
Ah
Cemitério do retiro
 
 
As mesmas águas turvas
Onde passeiam as lembranças
Pelas sombras do meu medo
Do passar dos anos
 
Nas águas do riacho das piabas
Um homem olha um menino
Que entre pequeninos peixes
Sorri espiando um velho
 
Foi olhando as águas do riacho
Que vi o passar do tempo
Estampado nos meus olhos
 
As mesmas águas
Onde piabas passeiam pelas sombras
Que banham as terras do retiro
E molham meus olhos
Na cidade grande
 
 
Meu navio anda no mar
Anda no mar anda no mar
Meu navio anda no mar
 
Nos olhos d’água
Não há morte nem mágoa
Quando é de manhã sendo
Quando a noite terminar
(noutra palavra)
É que a alma toma corpo
Vira sopro e fica calma
Vai pousar noutro lugar
 
 
Meu navio anda no mar
Anda no mar anda no mar
Meu navio anda no mar
 
Então me diga
De onde vem a melodia
Que esse velho assobia
Ou do amor que vem no dia
Em que a noite terminar
De onde vem a melodia
Que esse velho assobia
Sem ninguém pra lhe ensinar
 
Meu navio anda no mar
Anda no mar
Anda no mar
Meu navio anda no mar
 
No olho dela
O pretume da alegria
Então me diga
De onde vem essa canção
Com sabor de cansanção
Que eu não canso de cantar
 
 
Há em mim um estrangeiro
Que reluta em aceitar
A geografia dos meus passos
Que insiste seja meu corpo
Frágil dançarino rijo guerreiro
 
A atirar lanças mortais nos companheiros
E a trilhar o caminho imortal
Sem permissão de um olhar sequer
Por mais que pene o olhar que já me dei
E por mais que menos possa
E menos sei
 
Há em mim um estrangeiro
Possuidor de exatas ciências
Tentando impedir-me de sonhar
De tremer ante o pavor de existir
Embora perdoando santas virtudes
Como a minha imensa dúvida de poder
 
Minha sede é menor do que a dele
(saciada na vitória implacável)
Pois a minha é regada a curto gole
De cerveja amizade e de promessa
 
 
Há em mim um estrangeiro
Que desmembraria do corpo
A paisagem e o gosto do tempo
 
 
VÁRIO CANTO
Quem te vê assim sem
Uma gota de luz
Quem corta tua alma
Sem dizer palavra quem
 
 
Derrama em vão teu sangue pela rua
 
Quem provoca a tua raiva
Quem te deixa calma
Quem espalha beijos pelo chão
 
Se amanhã alguém liga
Ou telefona diga
Que estás ferida
(como eu estou)
Pela lâmina da vida
Nas mãos do amor
 
Que a felicidade
É um fogo cruzado de medo
 
Olha nos meus olhos
Diz-me a verdade
Antes que seja cedo
 
Pisa no meu calo
Cala no meu piso
Aponto no meu dedo
 
Aporta nos meus braços
Nau sem rumo
Fio sem prumo


Os territórios têm
Palavras coloridas
 
Mas o mundo
Ao girar se unifica
Ganha nova gramática
A mesma incolor brancura
De seus rios e mares
 
Ah
O mundo no globo escolar
 
É possível acariciar o mundo
Sem ferir as pessoas
Os edifícios
As cidades
Os passeios públicos
 
No globo escolar
O mundo é plano
Como a superfície de um sonho


Resumindo:
Linha-veia não líquida distante
Filamento escuro
Em derramada ramificação
 
(hábil trabalho infantil
Sujo de rio)
 
Rio/risos
Sob aerolíneas assustadas
Como caminho em soluço
Como estrada transpartida
 
 
Quem mora nos traços do globo
Quem dorme sorri e chora
Sob palavras
 
Quem navega veias negras
Quem traçou
Esta arquitetura lisa
 
 
Quem habita esta geografia gorda
Quem se perde neste azul quadriculado
 
Quem constrói
Estas cidades
Invisíveis
 
 
Ao girar
(esperanto ilegível
As ilhas arquipelagam-se)
 
Os territórios brilham
À luz da janela
Espremidos entre rios e mares
Na superfície brilhante
Do globo escolar
 
 
Dentro de nós
nenhuma voz
 
norte-sul-destino
 
nossa garganta nada canta
além da lágrima
sorrindo
 
quando amanhecer a neblina
em nosso olhar
descobriremos que a noite
foi culpa de não cantar
 
 
Vôo
Vôo
Vôo
Não por ter asas
Mas absoluta necessidade
De ES PA ço
 
Penso
Penso
Penso
Logo transformo o que faço
 
Faço
Faço
Faço
Logo transformo o que penso
 
Dizer
Dizer
Dizer
Não digo
Por absoluta precaução da boca
 
E se
Odeio
Odeio
Odeio
É por que tenha um coração
Um coração
Um coração
Amoroso
 
 
Mas você não me enganou
Não me possuiu
Teve apenas meu fantasma triste
Que por falta de amor
Inventou e destruiu
 
E aqui verdadeiramente estou
Como sempre sou
(cabeça baixa sonha em riste)
Se consumido está o amor
Saiba que a mim não consumiste


Um não adeus
Eu quero cantar
Um não aceno
Eu quero cantar
 
Mesmo de terror
Eu quero cantar
O delito pleno
Da palavra de amor
 
O silêncio atroz
Que nos fere a voz
É parto de dor
Da palavra nós
 
Muda multidão
Eu quero cantar
Multisolidão
Eu quero cantar
Em auto degredo
Eu quero cantar
 
Cantar como um carcará
No galho do medo
 
 
Fechando o circo viciado
O palhaço vê o fogo
No jogo da lona
Eis a divisão da soma
Que matemática alguma
Por erro de cálculo adivinha
 
Arma sem bainha
Não és minha
Batalha perdida
Não és tida
 
Ah, meu coração que não entende
O compasso do meu pensamento
O pensamento de protege
O coração se entrega inteiro
Sem razão
 
Se o pensamento foge dela
O coração a busca aflito
O corpo todo sai tremendo
Massacrado e ferido do conflito


Quando bebo
Os postes ficam todos bêbados
 
A paisagem não existe
São meus olhos vendo-a
Diante dela
Todos os pensamentos são possíveis
 
Existo sem espelhos
Minha certeza vem de gritar
Para os edifícios:
Vos contemplo!


Lembra
 
Sapato pampo
Meia de nylon e baralho
Em lugar de dente falho
Tinha de ouro um clarão
 
Não era ele
Era um milagre que vinha
Que transformava em rainha
Qualquer chofer de fogão
 
Chapéu na testa
Paletó de gabardine
O andar de marinheiro
Em plena baldiação
 
E na lapela
Rosa murcha amarela
Tinha um anjo na fivela
Fechando um coração
 
No olhar miúdo
Um mormaço de tristeza
Um toque de esperteza
E um amor sem solução
 
Conversa mole
Papo malandro e ligeiro
Apesar de companheiro
Vivia na solidão
 
Lembra
Adormeceu teu sonho
Nas minhas histórias
Carregadas de sotaque
 
Pois quem me v~e assim
Tão cheio de estudo
Não sabe que dentro de mim
Lá dentro de tudo
 
Mora um índio
Um negro
Um malandro
 
Eles cobram minhas conquistas
 
Uso deles as idéias
Sem nenhum sentido ou finalidade
(o que lhes escapa por inútil às vistas)
Eles põem em mim
Os olhos de inveja
 
 
Então
Por que você me olha
Como se eu fosse um cinema
 
Que lhe assusta
Que lhe comove
Que lhe dá pena
 
(e depois parte)
 
 
Então
Por que você me usa
Como se eu fosse uma praia
 
Onde se deita
Onde se queima
Onde se espalha
 
(depois parte)


Porque comigo foi assim
Não veio a ânsia louca
Nada aconteceu
 
O povo olhou nos meus versos
E nada viu de seu
E como o ditado diz
Que faço eu sem raiz
 
Mas
Quando toco um cavaquinho
Fica assim de passarinho
Na minha imaginação

 
Garra por garra
Guerra por guerra
Sei do mar da terra
Onda poeira
Do meu coração aflito
 
Faixa por faixa
Peixe por peixe
Sei do rosto
Da multidão
Onda de espanto
 
Do meu peito o grito
 
De quando eu puder
De quando eu for
A paisagem dos teus olhos
 
Da minha pele a cor
Queimada de sol
Queimada de fé
 
Hoje eu digo: nada!
 
Mergulha em mim
Que eu tenho fim
Mas justifica o meio
De onde por princípio
Sou lindamente feio
 
 
E cala cala cala
Ou
Fala fala fala
A palavra como bala
Fere
 
 
Mas nos teus olhos o que brilha
É quase armadilha
Uma luz de brilho vário
 
Como um incêndio de frio
Que enfeitiça o vazio
Do peito no escapulário
 
E nos teus braços o que aperta
É um desejo de mar
Querendo abraçar as ilhas
 
 
Por mais desejo estou só
Eu e meus companheiros
Sendo o teu corpo o primeiro
Porto que há
 
Daqui pra frente é viagem
Nas ondas dos teus cabelos
Por entre ramas de zelos
Morrer de amor ou sonhar
 
 
Fale-me de aranha
Fale de sereia
Fale de outra constelação
Fale-me de um anjo
Encarceirado
 
Fale de baleia
Ou cale pra sempre
Fale de um suspuiro descrente
Fale de um maluco louco sorridente
Fale da poeira entre os dentes
 
 
Fale-me de entranhas
Fale de outras teias
Fale de outra inspiração
Fale-me de um beijo
Embriagado
 
Fale de cadeia
Ou cale pra sempre
Fale de um vampiro decadente
 
Fale-me do mundo
Fale-me do mundo
 
Fale da poeira entre os dentes

Comment

porque sabino morreu

Comment

porque sabino morreu

Em um dia de março, fui à Casa do Som, estúdio do bandolinista Dudu Maia em Brasília, para testar uns microfones de voz, pensando já na finalização do disco novo 'Cutuca meu peito incutucável'. Cheguei era de manhã ainda. Depois de uma conversa, um almoço, um cafezinho, Dudu sugeriu: "vamos abrir os microfones e ver o que acontece?".

Passamos uma tarde deliciosa, fluida, só experimentando e, no fim das contas, tínhamos um registro despretensioso daquele dia na forma da canção "Porque Sabino morreu".  

São versos que musiquei do grande poeta João Batista de Siqueira, o Cancão do Pajeú. E é a história de dois gatinhos, Sabino e Caetano, e a tristeza de Caetano e do poeta quando Sabino morre.

Cancão escrevia demais sobre a natureza. Certa vez Geraldo Amâncio improvisou "todo gênio é ingênuo/ não sabe o valor que tem".

Espero que curtam!

Violão de nylon e guitarra - Túlio
Violão de aço, coquinho e pandeirola - Dudu

 

 

 

 

PORQUE SABINO MORREU
Túlio Borges / João Batista de Siqueira

Sabino foi atacado de um mau horrendo e tirano
E o pobre do Caetano nunca saiu de seu lado
Depois, vendo-o liquidado olhou, cheirou e lambeu
Foi quem mais sentido deu do mundo dos animais
Nem comeu nem brincou mais porque Sabino Morreu

Finalizou-se Sabino que me queria e amava
Sempre me acariciava quando eu lhe chamava Bino
Com a morte do menino Caetano se comoveu
Num instante emagreceu, só quer viver cochilando
Ou no terreno miando porque Sabino morreu

Viviam pela calçada, um saltava o outro corria
Caetano se escondia para brincar de emboscada
Hoje, coitado, sem nada, lembra o irmão que perdeu
Parece que adoeceu ou que também não existe
Passa o dia todinho triste porque Sabino morreu

Me assaltava no caminho, saía em toda carreira
Voltava na brincadeira pra me encontrar com carinho
Coitado do meu bichinho, tão pouco tempo viveu
Hoje no aposento meu figura um jazigo aberto
Triste, sombrio e deserto porque Sabino morreu

Resolvi-me a cavar pra ele a sepultura
Mas como o mundo censura, não pude lhe sepultar
Veio um faminto do ar, baixou, pousou e comeu
Não há mais vestígio seu, nem mesmo por despedida
Devo sentir toda a vida porque Sabino morreu

Comment

Comment

Pensamento do dia

ó, chuvinha que cai agora, acalma no meu coração a vontade louca de começar logo a gravar um próximo disco que estou amando em pensamento e me foca nos dois próximos, que estão 90% prontos e muito lindos.

vem em mim, dinheirinho

Comment

Comment

Brasília, 1-3-16, Teatro Garagem

Terça passada, 1 de março, fizemos um show especial no Teatro Garagem em Brasília. Que noite feliz!, acho que todos saíram muito contentes. Plagiando o Artur da Távola, "sou muito grato a quem me ouviu, mais ainda a quem apreciou. Peço desculpas a quem aborreci". 

O palco foi literalmente uma roda, rodeado pelo público e casa lotada. A roda funcionou, deu muita liga!  Vão aqui algumas fotos do shows, feitas pela fotógrafa Monique Cavalcante.

Repetiremos este show dias 18, 19 e 20, respectivamente em Caruaru-PE, São José do Egito-PE e Recife.

Monique Cavalcante

Monique Cavalcante

Monique Cavalcante

Monique Cavalcante

Monique Cavalcante

Monique Cavalcante

Monique Cavalcante

Monique Cavalcante


Comment

Comment

a parceria te leva mais longe!

ô sorte, a minha com os meus parceiros. de jessier quirino a climério ferreira. de josé chagas a vicente sá, afonso gadelha a consuelo de paula, paulo monarco a chico saraiva, ana reis, aloísio brandão, anthony brito e lá vão tantos amigos parceiros :)

 

Comment